Compensados & OSB

A Compensados Dourados possui uma vasta linha de compensados resinados (madeirit), plastificados, naval e chapas de OSB (tapumes). Conheça a finalidade de cada tipo de compensado:

Compensados resinados:

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 São largamente utilizados na construção civil, desde tapumes até formas para concreto, caixarias em geral;

Compensado plastificado

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Diferencia-se do compensado resinado pelo acabamento liso tipo “concreto à vista”;

Compensado naval (ou marítimo)

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É comumente utilizado na fabricação ou substituição dos assoalhos e laterais de carrocerias de caminhões e ônibus. São inúmeros tamanhos, com chapas de compensados de até 8,20 metros de comprimento. A compra do compensado naval requer muito cuidado pois existem compensados que, por serem colados com cola fenólica, são vendidos como compensado naval. Infelizmente em pouco tempo de uso, esse tipo de compensado entra em processo de delaminação (descolamento das lâminas). Isso ocorre pela falta de qualidade nas lâminas de madeira utilizadas (há espécies de madeiras cujas lâminas possuem maior resistência contra umidade evitando descolamento e ataque de insetos), bem como pela má qualidade da cola utilizada.

A Compensados Dourados trabalha exclusivamente com compensado naval próprio para carrocerias além de assoalhos em madeira maciça seca em estufa para carrocerias.

Da Madeira dos Sarcófagos à Moderna Indústria

Com base nos recentes conhecimentos históricos, é possível afirmar que a primeira lâmina de madeira foi produzida no Antigo Egito, aproximadamente em 3000 a.C. Eram pequenas peças, obtidas de valiosas e selecionadas madeiras, que se destinavam a confecção de luxuosas peças de mobiliário pertencentes aos reis e príncipes.

As recentes descobertas arqueológicas revelam a existência de peças em madeira que são verdadeiras obras de arte, tais como: O trono encontrado na tumba de Tutancâmon, que reinou de 1361 a 1352 a.C., confeccionado em cedro revestido com finas lâminas de marfim e ébano; uma cama feita em laburno, que apresenta algumas características essenciais do moderno painel de compensado em sua cabeceira.  Os estudos dessas valiosas peças de madeira, relacionados as técnicas de produção das lâminas e aos tipos de adesivos empregados, ainda provocam especulações. Acredita-se que as lâminas eram obtidas a partir de serras manuais, e o alisamento da superfície destas através de material abrasivo, provavelmente a pedra-pome.  Quanto aos adesivos empregados, é aceita a hipótese de que fossem à base de albumina.  As civilizações Assírias, Babilônicas e Romanas, posteriores à Egípcia, também promoveram avanços no uso de laminados e, certamente, com grande influência desta última.

As primeiras indústrias a produzirem lâminas de madeira surgiram na Alemanha em meados do século XIX e, um rápido desenvolvimento e aperfeiçoamento nos tornos laminadores contribuiu para a evolução da indústria de compensados. O emprego das lâminas de madeira torna-se mais significativo a partir dos séculos XVIII e XIX,. quando importantes peças de mobiliário foram confeccionadas, tais como o “Bureau de Campagne” de Napoleão, folheada com jacarandá da Bahia, e a introdução do compensado na feitura de pianos de cauda, realizada por Steinway, um renomado fabricante americano de pianos, em 1860.

Com o advento da Primeira Guerra Mundial, além do surgimento de novos adesivos, houve uma acentuada evolução na produção de lâminas e compensados, devido a utilização destes produtos na área militar.

Durante o Conflito da Segunda Guerra, a indústria aeronáutica desenvolveu importantes projetos, sendo um dos mais destacados o De Havilland 98 Mosquito, aeronave de ataque inglesa, que possuía a característica de ter sua estrutura inteiramente confeccionada em madeira, e seu forro formado por um sistema semelhante a um compensado, com núcleo de madeira maciça, que proporcionava um conjunto muito estável, dispensando reforços adicionais.

Estas características tornavam a aeronave menos vulnerável aos danos de combate, sendo seus painéis facilmente substituíveis quando necessário. De 1941 a 1945 foram produzidas 6.711 unidades, sendo que uma versão atingia velocidade máxima de 670 km/h.

Diversificação:

A presente utilização dos produtos de laminação se encontra bem diversificada, por exemplo, nas peças componentes de uma moderna casa de madeira ( pisos, forros, paredes internas e externas, telhados…), na confecção de embarcações, na produção de embalagens especiais resistentes a exposição ao tempo, na fabricação de instrumentos musicais e esportivos, assim como na construção civil, que muito emprega o compensado, além de outras possíveis e prováveis aplicações.

Fonte: Revista da Madeira, ano 5 – nº 29 por Carlos Eduardo Camargo de Albuquerque, Eng. Florestal.